A sul do Mundo, num Abril de setentas, sob o olhar atento do Índico, chega a Lourenço Marques a Independência, e a um País que Machel pretendia construir à imagem de Estaline: Moçambique. Cá, fazem a festa as mães que recebem os seus filhos combatentes. Lá, choram outras, que com os filhos ao colo abandonam a cidade das acácias, consequência de uma "política de assimilação" falhada. A revolução, que afinal não passou de um Golpe de Estado, trouxe a Portugal uma nova esperança, mas não a deu a todos os portugueses. Isto é e há-de ser sempre um pau de dois bicos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A que horas fecha o circo?
Oh Coimbra!

Em Coimbra, a noite já caiu. Dentro de casas há azáfama e balbúrdia, de quem mesmo com o cansaço tem força para mais uma noite festivaleira. Elas escolhem os sapatos, enquanto eles botam a dentro uma, outra, e outra vez! Os cânticos entoam-se cada vez mais alto, e há sempre um ou dois que ali ficam arrumados. Elas parecem umas mulheres, como que num truque de magia, e eles estão bêbedos o suficiente para finalmente sairem todos à rua. A noite hoje promete. A praça está cheia e toda a gente parece mais bonita e alegre. Dinheiro no bolso, sorriso na cara e o amanha nem existe! A música acompanha os corpos exaltados de estudantes, que longe de casa, são verdadeiros super-homens de capa negra. Elas dançam para eles, eles olham para elas e o resto já se sabe. O verdadeiro propósito do espírito académico perdeu-se no tempo,quando Coimbra fazia história na mão de Torga, Zeca Afonso, Manuel Alegre. Coimbra ja teve mais encanto...
Albuhera minha terra
Voa gaivota
leva à minha terra
notícias desta filha
Diz à minha gente
que esta guerra está vencida
Diz-lhes gaivota,
que a minha espada não partiu
que o meu cavalo é o mais forte
que do meu lado tenho a sorte
O amuleto da velha do rio
Promete-lhes depois,
que voltarei a mesma
sem feridas e sem lembranças
desta guerra que eu comprei
quando a eles eu jurei
Força, coragem, perseverança...
leva à minha terra
notícias desta filha
Diz à minha gente
que esta guerra está vencida
Diz-lhes gaivota,
que a minha espada não partiu
que o meu cavalo é o mais forte
que do meu lado tenho a sorte
O amuleto da velha do rio
Promete-lhes depois,
que voltarei a mesma
sem feridas e sem lembranças
desta guerra que eu comprei
quando a eles eu jurei
Força, coragem, perseverança...
Vem comigo
Vem amor,
senta-te aqui à beira-mar
olha como o mar se agita
vem sentir a areia fina
olha como o meu olhar brilha
Vês como aqui eu sou feliz?
Vem amor,
p'ra longe do barulho da cidade
aqui podes andar descalço
aqui os pássaros voam baixo
olha como eu grito alto
Vês como aqui eu sou feliz?
Corre amor,
aqui o tempo não voa
aqui a idade perdoa
Olha como eu ando e danço à toa
Vês como aqui eu sou feliz?
Corre amor,
nao percas mais tempo onde ele se esgota
não te prendas nessa babilónia
Vem ser feliz como eu!
senta-te aqui à beira-mar
olha como o mar se agita
vem sentir a areia fina
olha como o meu olhar brilha
Vês como aqui eu sou feliz?
Vem amor,
p'ra longe do barulho da cidade
aqui podes andar descalço
aqui os pássaros voam baixo
olha como eu grito alto
Vês como aqui eu sou feliz?
Corre amor,
aqui o tempo não voa
aqui a idade perdoa
Olha como eu ando e danço à toa
Vês como aqui eu sou feliz?
Corre amor,
nao percas mais tempo onde ele se esgota
não te prendas nessa babilónia
Vem ser feliz como eu!
Re(partir)

(Para ti, que tens medo de arriscar. Para mim, que não quero cá ficar. Para todos os que ficaram. Para os que foram e não voltaram, e ainda, para o meu Pai).
Quando descobriste a America
Estavas longe de imaginar
Que o nosso País,
Aqui plantado À beira mar
Está-te entranhado no coração
Quando descobriste as Índias
Rica em novas especiarias
Lembraste-te do teu sal
O sal que salga o teu mar
O mar que banha o teu Portugal
Quando chegaste a África
Mulheres lindas de pele morena
Numa noite de céu estrelado
Desejaste a tua portuguesa
De regresso ao teu País
Saciaste a tua sede
Beijaste a tua mulher
Abraçaste os teus filhos...
E partiste outra vez.
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