quinta-feira, 29 de abril de 2010

Oh Coimbra!


Em Coimbra, a noite já caiu. Dentro de casas há azáfama e balbúrdia, de quem mesmo com o cansaço tem força para mais uma noite festivaleira. Elas escolhem os sapatos, enquanto eles botam a dentro uma, outra, e outra vez! Os cânticos entoam-se cada vez mais alto, e há sempre um ou dois que ali ficam arrumados. Elas parecem umas mulheres, como que num truque de magia, e eles estão bêbedos o suficiente para finalmente sairem todos à rua. A noite hoje promete. A praça está cheia e toda a gente parece mais bonita e alegre. Dinheiro no bolso, sorriso na cara e o amanha nem existe! A música acompanha os corpos exaltados de estudantes, que longe de casa, são verdadeiros super-homens de capa negra. Elas dançam para eles, eles olham para elas e o resto já se sabe. O verdadeiro propósito do espírito académico perdeu-se no tempo,quando Coimbra fazia história na mão de Torga, Zeca Afonso, Manuel Alegre. Coimbra ja teve mais encanto...

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